18 de Novembro de 2020
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Piora da pandemia no país pode acelerar resultado de eficácia da CoronaVac, afirma diretor do Butantan

Vacina chinesa obteve resultados positivos em estudo anunciado nesta terça-feira

A piora da pandemia causada pelo coronavírus no pais pode acabar acelerando o resultado preliminar do teste que comprovará, ou não, a eficácia da CoronaVac, conforme o diretor de pesquisa clínica do Instituto Butantan, Ricardo Palacios. A imunização é produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o instituto. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.

- Nós temos um protocolo guiado por desfecho, o que significa que temos um número predeterminado de casos de covid-19 que precisam ocorrer entre os voluntários do estudo antes que possamos fazer uma análise interina. No nosso caso esse número é 61 - disse Palacios.

O diretor não estimou quando isso poderia ocorrer. A estimativa inicial dos especialistas envolvidos no trabalho é que era que a última etapa antes da aprovação da imunização fosse concluída antes do final do ano. Para Palacios, a antecipação ocorreria da mesma forma que os resultados preliminares foram anunciados nos testes da Pfizer e da Moderna, nos Estados Unidos.

A decisão sobre os dados preliminares deve ser, antes, avaliada pelo DSMB (comitê de monitoramento de dados e segurança), que acompanha o estudo de forma independente.

De acordo com o Butantan, pouco mais de 10 mil indivíduos - que receberam a vacina ou o placebo - já integram a pesquisa. O objetivo é chegar a 13.060 voluntários.

Nesta terça-feira, um estudo publicado pela revista The Lancet afirmou que a vacina é segura e ofereceu resposta imune dentro de 28 dias após a primeira dose em 97% dos casos, durante as fases 1 e 2 de testes.

Os estudos da CoronaVac envolvem 13 mil voluntários no Brasil, inclusive no Rio Grande do Sul, onde é testada no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS) e na Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Caso seja comprovada a segurança e a eficácia do imunizante na fase 3 dos estudos, o Butantan pedirá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o registro da vacina - condição fundamental para eventual compra por parte do governo federal.