17 de Novembro de 2019
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Caminhada em Porto Alegre chama atenção para bebês prematuros

Atividade reuniu pais, crianças e profissionais de hospitais da capital gaúcha

Como parte do Dia Mundial da Prematuridade, celebrado neste domingo, Porto Alegre realizou a 4ª Caminhada da Prematuridade no Parque da Redenção. A iniciativa teve o objetivo de sensibilizar a sociedade gaúcha para a causa da prematuridade. No Brasil, são registrados 340 mil nascimentos de crianças prematuras por ano, o que representa 11,5% do total de nascidos. O percentual supera a média mundial, que é de 10%, segundo a Pesquisa Nascer Brasil da Fiocruz 2016. 

A atividade organizada pela Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros - ONG Prematuridade.com, contou com a participação de mais de 100 pessoas entre bebês prematuros, pais, familiares e profissionais dos hospitais de Porto Alegre como Clínicas, Mãe de Deus, Divina Providência, Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Criança Conceição, Moinhos de Vento, São Lucas da Pucrs e Materno Infantil Presidente Vargas. Eles saíram em caminhada do Monumento ao Expedicionário em direção ao chafariz do Parque Farroupilha carregando cartazes e balões roxos em alusão ao Dia Mundial da Prematuridade.

A diretora executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Leão Suguitani, explicou que o objetivo da iniciativa foi chamar a atenção para o Novembro Roxo, mês de prevenção ao nascimento precoce. "A caminhada acontece justamente para sensibilizar pessoas que ainda não ouviram falar sobre o tema e não entendem a prematuridade como um grande problema de saúde pública no Brasil, no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre", ressaltou. 

Segundo ela, diversos fatores no Brasil levam ao parto prematuro como a gravidez na adolescência, um grande número de cesarianas agendadas sem indicação médica e a questão do pré-natal que poderia identificar fatores de risco que levam a um parto prematuro. "O importante é vestir roxo e acompanhar nossas atividades, demonstrando apoio à causa dos bebês prematuros", acrescentou. 

O presidente da Frente Parlamentar de Prevenção à Prematuridade no Rio Grande do Sul, deputado estadual Thiago Duarte (DEM),  afirmou que a prematuridade está diretamente relacionada com a falta do planejamento familiar. "Diminuir a prematuridade significará diminuir a mortalidade infantil e e isto que perseguiremos", ressaltou.

De acordo com o Ministério da Saúde, a prematuridade é a principal causa de morte no primeiro mês de vida - cerca de 70% dos óbitos de crianças ocorrem nos primeiros 28 dias após o nascimento. Atualmente, a taxa de mortalidade de crianças abaixo de um ano é de 16 por mil nascidos vivos, segundo a Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa). O bebê que nasce com menos de 37 semanas de gestação (36 semanas e 6 dias) é considerado prematuro. 

Quanto ao peso de nascimento, denomina-se os bebês com menos de 2kg como baixo peso, muito baixo peso os com menos de 1,5kg e extremo baixo peso aqueles com peso menor que 1kg. No Brasil, o nascimento de bebês prematuros corresponde a 12,4% dos nascidos vivos, de acordo com dados do Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Ministério da Saúde. 

Em relação aos números de prematuros, o Brasil está em décimo lugar entre os países em que mais nascem bebês antes do prazo, o que coloca o país no mesmo patamar dos países de baixa renda, onde a prevalência é de 11,8%. Já nas nações de renda média, o percentual é de 9,4%, segundo o relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).