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Problemas no ambiente de trabalho, como máquinas que ofereciam ameaças à saúde dos funcionários, motivaram a interdição do Frigorífico Silva em Santa Maria. A medida foi determinada ontem pelo Ministério do Trabalho (MTE), que, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT), fez inspeção no local de terça a quinta-feira. A empresa emprega 762 funcionários.
A interdição vale por tempo indeterminado, até que sejam alterados cerca de 15 itens para melhorar o ambiente de trabalho. Os dois órgãos destacam que não foi encontrado nenhum problema sanitário. A direção da empresa não quis falar com a imprensa e afirmou que vai se manifestar oficialmente nos próximos dias.
– Há falta de segurança nas máquinas, ritmo excessivo de trabalho e do uso de força, com postura inadequada. A empresa já tinha sido notificada (desde 2007), mas não houve melhorias. Só a jornada de trabalho, que era de 12 horas, foi corrigida e hoje fica em torno de oito horas – disse Ricardo Garcia, procurador do MPT.
Ontem, foi permitido o abate dos animais que já estavam no local, mas não foi autorizada a entrada de novos caminhões com gado. A empresa abate, em média, 700 animais por dia.
– Depois que cumprirem nossas exigências, faremos uma nova vistoria e, se estiver tudo aprovado, eles poderão retomar o trabalho – afirmou Mauro Müller, auditor fiscal do MTE.
O MPT também vai investigar casos de assédio moral e excesso no ritmo de serviço na empresa. Segundo estudo da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação, uma série de fatores internos estaria afetando a saúde dos trabalhadores.
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