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Após duas paralisações, uma no dia 3 e outra no dia 10 de junho, os funcionários da Justiça Federal de Bagé aderiram à greve ontem. Entre os 25 servidores, 11 deles estão parados. A principal reivindicação é a aprovação do projeto de lei complementar (PLC) 28/15, que prevê a reposição das perdas salariais, que não ocorre há nove anos. O projeto deve ser votado no Senado dia 30. De acordo com a diretora de base, Lourdes Helena da Silva, a categoria aguarda a aprovação por parte do governo. "Diversas categorias do poder Executivo tiveram as reposições das perdas salariais. A greve é para mostrar nossa insatisfação com essa política salarial. Voltaremos a trabalhar quando o governo parar de relevar essa situação. Eles acabam contribuindo com o sucateamento do serviço público",explica. Durante os últimos nove anos, foram cerca de 49% em perdas salariais, devido à inflação.
De acordo com os servidores, a Justiça do Trabalho confirmou que irá participar na ação da greve. Já a Justiça Militar vai realizar uma assembleia para decidir a adesão.
Rio Grande do Sul
De acordo com a assessoria de imprensa do Sintrajufe/RS, só no Rio Grande do Sul, servidores de 40 cidades já estão parados. A adesão pode variar, pois a cada dia surgem novos grevistas e apoiadores. A greve ocorre em âmbito nacional. Em Porto Alegre, a categoria fará, hoje, uma caminhada desde a 1ª Instância da Justiça Federal até o Tribunal Regional Eleitoral Duque, com realização de assembleia geral estadual. Os servidores do interior do Estado foram convidados a participar da ação. Em Bagé, os funcionários vão realizar uma mobilização para que os colegas, servidores públicos, apoiem e passem a aderir à greve.
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