19/06/2015
Minuano
Minuano Cidade | Pág. 13
Clipado em 19/06/2015 13:06:46
Bagé é o município com maior adesão na greve do judiciário no Estado

Os processos em andamento na Justiça do Trabalho e Justiça Federal de Bagé estão com prazo suspenso em todas as varas. Os auditores da Justiça Militar também paralisaram os serviços. E os servidores federais da 142ª Zona Eleitoral param o serviço entre 13h30min e 15h30min e na próxima segunda-feira decidem se fazem greve ou não.

Conforme o Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Sintrajufe), Bagé é a cidade com maior adesão, já que é a única no Estado que todos os ramos estão paralisados. E esta situação pode crescer, já que hoje, às 13h, os servidores do Judiciário Estadual participam de assembleia para decidir se também entram em greve. Os servidores federais clamam pela reposição salarial, que há nove anos não é reajustada.

As Justiças Federal, do Trabalho e Militar mantém 30% dos trabalhadores realizando os serviços essenciais à população. Entretanto, os processos vão levar mais tempo para o andamento. De acordo com a representante do Sintrajufe em Bagé, Lourdes Helena da Silva, não há prazo para término da paralisação: “Estamos aguardando uma proposta do governo, mas até agora não há negociações”, afirma. Já os servidores da Justiça Eleitoral da 142ª zona, vão decidir a adesão total ao movimento grevista na próxima semana. A 7ª zona não aderiu.

Judiciário estadual

Os servidores do Fórum de Bagé vão a Porto Alegre hoje participar da assembleia do Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (Sindjus) que definirá se haverá greve nesta esfera também. Dos cerca de 80 funcionários que atuam na Rainha da Fronteira, a metade optou por paralisar os serviços. Caso isso seja decidido, serão mantidos 30% do efetivo para atender as demandas essenciais.

A principal demanda é a reposição salarial de 2015, que representam um reajuste de 15%, além de demandas específicas. Conforme o Sindjus, uma das grandes questões em jogo são os privilégios que a magistratura se “autoconcede” (como auxíliomoradia, auxílio-alimentação retroativo) num quadro em que os trabalhadores enfrentam desvalorização e desmonte de direitos.