18/06/2015
Jornal do Comércio
Geral | Pág. 27
Clipado em 18/06/2015 01:06:00
Trabalhadores do Judiciário fazem caminhada contra perdas salariais

Os servidores do Judiciário Federal do Rio Grande do Sul (Trabalho, Eleitoral e Militar), em greve desde 9 de junho, também realizaram ontem uma caminhada no Centro da Capital para pressionar a aprovação do projeto de reposição salarial da categoria (PLC 28/15), que está para ser votado no Senado no dia 30 de junho. Além disso, os trabalhadores querem um acordo orçamentário entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo federal que garanta o reajuste. De acordo com a categoria, há nove anos os servidores estão sem reajuste salarial.

Em nota oficial do STF, lançada em maio, o próprio tribunal reconhece que, ao final de 2015, as perdas salariais dos servidores chegarão a 49,6%, considerando a inflação do período. A concentração dos trabalhadores aconteceu em frente ao prédio da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul, na avenida Otávio Francisco Caruso da Rocha, de onde os servidores caminharam até o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na rua Duque de Caxias. Em frente ao TRE, realizaram uma assembleia geral para discutir a mobilização e votar a continuidade da greve. Por unanimidade, foi definida que a paralisação continua por tempo indeterminado. De acordo com Ruy Almeida, diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Rio Grande do Sul, o último plano de reajuste da categoria é de 2006 e, desde então, não foi firmado nenhum acordo coletivo. “Os trabalhadores estão muito mobilizados. Hoje (ontem), reunimos cerca de 750 pessoas, que foi a maior concentração já promovida nos últimos cinco anos. Realizaremos mais uma manifestação interna no TRT amanhã (hoje) e outra no TRF, na sexta”, afirmou.

Os advogados públicos federais de Porto Alegre também realizaram um protesto em frente ao prédio da Advocacia-Geral da União (AGU) no Estado, localizado na rua Mostardeiro. O ato paralisou as atividades da unidade, demonstrando a insatisfação com as atuais condições de trabalho e a desvalorização das carreiras.