20/12/2017
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Clipado em 20/12/2017 17:16:52
Desemprego aumentou em novembro na região metropolitana
Pesquisa mostra parada na recuperação da economia

Pesquisa de Emprego e Desemprego registra queda na ocupação na região metropolitana Pedro Ventura/Agência Brasília Thaigor Janke Boeira tboeira@band.com.br

Foi divulgada na manhã desta quarta-feira (20), a pesquisa Emprego e Desemprego na região metropolitana de Porto Alegre realizada pelo Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) e pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). A pesquisa serve de baliza para alguns índices econômicos e sociais da região.

 

Foi constatado que 234 mil pessoas estão desempregadas, na região metropolitana neste mês de novembro. Em relação ao mês passado, outubro, são 12 mil pessoas a mais na busca de uma vaga no mercado de trabalho. Se comparado com o mesmo período do ano passado, 28 mil pessoas ficaram desempregadas.

 

De acordo com os especialistas isto significa uma espécie de ajuste, já que houve uma recuperação nos índices de desemprego no meio do ano, um pouco antes do início da recuperação a nível nacional.

 

A coordenadora da Pesquisa, Iracema Castelo Branco explica que também foi registrado uma queda no rendimento financeiro das pessoas com emprego.

 

"O cenário do mercado de trabalho em 2017 ainda tem uma tendência de redução. Essa redução é tanto no número de pessoas ocupadas, o grande grupo são aqueles assalariados com carteira assinada, como no rendimento médio dessas pessoas comparado ao ano anterior", afirma Iracema.

 

Cecilia Hoff, economista da FEE, explica que esta oscilação e queda pode ser explicada pela irregularidade da recuperação da economia em todo o país. Essa recuperação, segunda ela, acontece em alguns meses, se ajusta em outros, e esse comportamento não-linear reflete no mercado de trabalho.

 

A partir das próximas pesquisas, as fundações poderão observar com mais certeza os efeitos da Reforma Trabalhista na população. Cecilia, entretanto, não descarta que ela já tenha interferido de alguma maneira nestes dados já apresentados.

 

"A reforma Trabalhista traz algumas novidades como por exemplo, o trabalho intermitente. É possível que aumente o número de assalariados com carteira assinada mas ao mesmo tempo com queda dos rendimentos. Ainda precisamos de um tempo para avaliar os efeitos da Reforma", aponta Cecilia.

 

São considerados ocupados as pessoas com trabalhos formais ou informais. Estudantes que têm acesso à bolsas ou estágios também são contabilizados nesta categoria. Pessoas que não estão procurando emprego não são contabilizadas nesta pesquisa.