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Dos 10 servidores da Vara do Trabalho de Cachoeira do Sul, todos os dias sete cruzam os braços na greve por reajuste de salário, protesto que ocorre também na Vara Federal. A paralisação iniciou na semana passada e ainda não tem data para encerrar.
O delegado regional do Sintrajufe, Cristiano Guterres, enfatiza que é preciso manter 30% dos servidores em atividade para dar andamento aos processos e por isso está sendo feito um revezamento entre os servidores. Todos os dias três deles trabalham.
De acordo com Guterres, as audiências estão ocorrendo normalmente, assim como a abertura de novos processos. Medidas consideradas prioridades, como a expedição de alvarás, não foram prejudicadas. Atualmente são cerca de 2,7 mil ações em andamento na Justiça do Trabalho.
Em virtude da greve, o horário de atendimento ao público foi reduzido. Antes o atendimento era das 10h às 18h. Durante o protesto, o atendimento acontece das 13h às 18h. Ontem, os servidores da Vara do Trabalho visitaram os colegas da Justiça Federal, unindo-se à paralisação.
O último reajuste concedido aos servidores foi em 2006, com o percentual parcelado até 2009. Eles entraram em greve para pressionar o Senado para que aprove o projeto de lei 28/2015, que recompõe as perdas salariais em 49,62%. Hoje, um técnico judiciário em início de carreira recebe R$ 5.365,92 mensais, montante que engloba salário, auxílio-alimentação e gratificação por exercer atividade judiciária. Um analista judiciário recebe R$ 8.803,97.
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